Programação

Seja bem-vindo(a) a nova programação do III GEvol

        As palestras são ministradas por diversos pesquisadores das áreas mais diversificadas da Biologia Evolutiva, com especialidades e experiências únicas ao ponto de proporcionar um espaço de discussão e desenvolvimento científico em nossa universidade.

LOCAL – Auditório

HORÁRIO – sempre às 12:50hrs

DATAS – fique atento aos dias das palestras
anunciadas antecipadamente!

 01 de junho de 2012 – COM A PREMIAÇÃO DE UM LIVRO!

An introduction to genetic analysis
Anthony J. F. Griffiths [et al], 7th ed.

Profa. Dra. Samantha Koehler

Professora adjunta da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em Diadema

Tema: Como definir espécies? Quando a taxonomia encontra a biologia de populações

Resumo: Estima-se que 10 milhões de espécies ainda permaneçam desconhecidas. No entanto, a maioria das questões em biologia depende em parte da acurada delimitação de espécies. E talvez esse seja um problema tão grande quanto o desconhecimento de novas espécies, haja vista que até hoje ainda não há consenso sobre o conceito de espécie. Entretanto, avanços teóricos e empíricos em inferência filogenética e genética de populações trazem cada vez mais clareza sobre os processos que deram origem a diversidade biológica do nosso planeta e, conseqüentemente, sobre como delimitar espécies. Nessa palestra os conceitos de espécie serão brevemente revisados e diferenciados em relação a critérios operacionais para delimitação de espécies. Também serão apresentados estudos recentes, incluindo estudos em andamento em meu grupo de pesquisa com orquídeas brasileiras, que ilustram as inúmeras e fantásticas possibilidades para compreensão de padrões e processos de especiação.

15 de junho de 2012

Profa. Ms. Fabiana Pellegrini Caramaschi
Doutoranda do Instituto de Biologia da Universidade federal do Rio de janeiro (UFRJ)

Tema: Marsupiais do Brasil: quem são, como são e onde vivem?

Resumo: Os marsupiais do Novo Mundo estão divididos em três ordens, das sete atualmente reconhecidas no mundo. Dentre essas ordens, Didelphimorphia é a mais diversa e amplamente distribuída no território brasileiro. Apesar de se tratar de um grupo evolutivo bastante antigo e conservado em termos filogenéticos, o esclarecimento a cerca dos seus limites morfológicos, sua distribuição geográfica e, especialmente, aspectos ecológicos, ainda demandarão grandes esforços dos pesquisadores por muito tempo. Nesse sentido, o estudo dos marsupiais se mostra importante, uma vez que esses animais são encontrados em todos os domínios morfoclimáticos brasileiros. Os marsupiais ocupam todos os estratos vegetais, apresentando dietas variadas, tamanhos corporais diversos, podendo inclusive habitar áreas de povoamento humano, sendo hospedeiros potenciais de vários tipos de zoonoses. Além de diferenças morfológicas, o uso de ferramentas moleculares, como o uso de sequências de DNA como marcadores filogenéticos e filogeográficos, contribuem de forma decisiva para estudo da variação desses organismos. Assim, mãos à obra! Quem são, como diferenciá-los, onde podemos encontrar os nossos marsupiais?

Palestras Finalizadas – 2012

13 de abril de 2012

Palestrante: Prof. Dr. Fábio Pinheiro
Pós-doutorando do Instituto de Botânica de São Paulo

Tema: Como os eventos de flutuação climática histórica influenciaram os processos de especiação na região neotropical?

Resumo: A região Neotropical possui uma altíssima quantidade de espécies, e as causas desta elevada biodiversidade têm sido debatidas há mais de um século. Atualmente dados geológicos e fósseis permitem o reconhecimento de eventos de flutuação climática que modificaram drasticamente os biomas neotropicais. A sucessão de eras glaciais e interglaciais promoveram o respectivo recuo e expansão das floretas tropicais, alterando a distribuição das espécies associadas a este tipo de bioma. De maneira oposta, enquanto as florestas tropicais se expandiam durante períodos interglaciais, as espécies associadas á formações campestres se fragmentaram, e vice versa. A teoria dos refúgios pressupõe que, durante períodos glaciais, a fragmentação de espécies florestais pode ter levado a diferenciação de linhagens, uma vez que espécies de ampla distribuição passaram a se distribuir de maneira disjunta, resultando numa diferenciação genética entre suas populações. Dependendo do grau de isolamento e acúmulo de diferenças genéticas, estas linhagens distintas podem ter originado diferentes espécies, uma vez que barreiras de isolamento reprodutivo impedem o fluxo gênico entre elas. Por esta razão, estudos de filogeografia e biologia reprodutiva são peças fundamentais para o entendimento dos mecanismos que geraram a elevada diversidade de espécies da região Neotropical. Nesta apresentação, serão discutidos os resultados obtidos com uma espécie de orquídea que ocorre em diferentes biomas brasileiros, Epidendrum denticulatum. A análise de marcadores genéticos nucleares e plastidiais permitiram a identificação de diferentes linhagens distribuídas ao longo da distribuição geográfica da espécie. Eventos demográficos históricos de expansão e retração populacional foram identificados em praticamente todas as populações, revelando que a distribuição da espécie sofreu modificações ao longo de sua história. Foram encontradas linhagens distintas associadas às comunidades vegetais de restinga, Floresta Atlântica e Floresta Estacional Semidecídua. Cruzamentos artificiais realizados em casa de vegetação revelaram barreiras reprodutivas entre diversas linhagens, indicando que o acúmulo de incompatibilidades genéticas pode estar relacionado ao surgimento de novas espécies neste grupo de plantas. Os resultados deste estudo mostram que são necessários poucos lócus para o surgimento de barreiras reprodutivas entre linhagens distintas, sugerindo que os eventos de especiação podem ocorrer num tempo bastante curto. A importância de estudos multidisciplinares também será discutida, uma vez que estas abordagens oferecem um entendimento profundo dos mecanismos envolvidos na evolução de linhagens e espécies.

07 de maio de 2012

Profa. Dra. Cynthia Peralta de Almeida Prado
Professora assistente doutora do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Jaboticabal.

Tema: Estrutura genética, expansão populacional e diversificação em um anuro de Cerrado

Resumo: A diversificação em espécies de áreas abertas da América do Sul tem sido atribuída a eventos ocorridos tanto no Terciário quanto às variações climáticas durante o Pleistoceno. Porém, estudos filogeográficos de táxons típicos dessas áreas são raros, dificultando generalizações sobre os processos de diversificação e especiação. A estrutura genética, a história demográfica e o tempo de divergência foram investigados em Hypsiboas albopunctatus, um anuro amplamente distribuído pelo Cerrado. Três linhagens distintas foram recuperadas pela nossa análise filogenética. O clado da Chapada dos Guimarães (CG) parece representar uma espécie críptica. As demais linhagens incluem haplótipos do Sudeste do Brasil (SE) ou do Cerrado Central (CC). As análises demográficas históricas indicaram uma significativa expansão populacional para as linhagens do SE e do CC, ocorridas durante o Pleistoceno, provavelmente acompanhando a expansão de hábitats abertos. Nossas estimativas de tempo de divergência indicaram que tanto eventos Terciários, como o soerguimento do Planalto Central, quanto flutuações climáticas pleistocênicas estão envolvidos na diversificação dessas linhagens. Nosso estudo revelou uma história complexa de diversificação e alta estruturação genética em uma espécie amplamente distribuída por áreas abertas, indicando que a diversidade biológica do Cerrado pode estar sendo subestimada.

 25 de maio de 2012

Profa. Dra. Clarisse Palma da Silva
Pesquisadora associada do Instituto de Botânica de São Paulo

Tema: Hibridação, delimitação de espécies e especiação de Bromélias da Mata Atlântica

Resumo: a definir

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