I Think

 

    Fazendo essa afirmação, Darwin desenhou em seu caderno B de anotações a imagem que julgou ser a melhor representação das relações evolutivas entre os seres vivos. Darwin desenhou essa “Àrvore da Vida” por volta de julho de 1837; 22 anos antes da publicação de seu célebre livro “Origem”. Essa imagem se tornou tão representativa da idéia que Darwin estava desenvolvendo, que deu origem à única figura no livro “Origem”: uma árvore filogenética.

    Nesse diagrama Darwin representou as formas mais antigas na posição basal da árvore, como o grupo 1, enquanto que as formas surgidas posteriormente, mais recentes, são representadas ao longo do tronco e nas pontas dos ramos. Nessa trajetória evolutiva, Darwin não nomeou as formas que estavam extintas, deixando os ramos sem letras e nomeou apenas os ramos que ele desejava representar como formas ainda existentes (A, B, C e D)

    A partir dessa imagem, ficou mais claro para Darwin (e para todos nós) a causa da maior semelhança entre espécies de um mesmo grupo (por exemplo, um gênero) e da grande diferença entre espécies de grupos diferentes. A essas causas Darwin deu o nome de princípio da divergência. Esse princípio pode ser mais bem compreendido pelos comentários feitos por Darwin logo abaixo da figura em seu caderno de anotações: “Entre A e B, grande lacuna de relação. C e B, a menor gradação. B e D, uma distinção grande. Assim os gêneros seriam formados”.

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